ESAB NO BRASIL

Uma História de Sucesso

Mas essa história teve origem ainda na década de 40, bem antes da instalação da fábrica. Nessa época, a Carlo Pareto S.A., uma organização que até então trabalhava com materiais de solda oxiacetilênica, percebeu que a solda elétrica seria mais lucrativa e decidiu procurar um parceiro. Na busca, a família Pareto soube que, na Suécia, havia uma empresa especializada. Houve, então, alguns contatos e, em pouco tempo, os eletrodos da ESAB estavam sendo distribuídos no território brasileiro. Era o início de uma trajetória de muito sucesso.

No começo, houve uma certa resistência por parte dos clientes em relação aos produtos da Empresa. As pessoas já estavam acostumadas com os seus fornecedores e não queriam trocar por uma marca que ainda desconheciam. Mas o representante da ESAB insistia; pedia para fazer uma demonstração, e todos acabavam impressionados com o efeito do eletrodo ESAB. O produto soldava qualquer material,com total eficiência. E isso para aquela época era, sem dúvida, uma grande vantagem, já que faltava aço, devido à Segunda Guerra Mundial, e as siderúrgicas precisavam colocar no forno as mais diversas sucatas. Os bons eletrodos não conseguiam soldar com esses materiais; mas o laboratório da ESAB, na Suécia, elaborou uma fórmula de solidificação que dava ótimos resultados, mesmo em um aço difícil. E foi com esse eletrodo, o 48, que a ESAB começou a conquistar o mercado no Brasil.


Nasce a ESAB Brasil
No início da década de 50,as vendas cresciam... Mas o governo brasileiro resolveu fechar as importações. Diante dessa situação, só havia duas alternativas: montar uma fábrica no país ou encerraras atividades. Como os produtos já faziam sucesso por aqui, a ESAB Suécia e a Carlo Pareto entenderam que não podiam perder esse mercado. Resolveram, então, ficar com a primeira opção, ou seja, encarar o desafio de iniciar a produção de eletrodos no Brasil. Porém, se hoje abrir um negócio leva algum tempo, naquela época o processo era ainda mais demorado. Por isso, a Carlo Pareto, aproveitando sua última licença de importação, fez mais uma compra da ESAB Suécia, em 1953, a fim de suprir a demanda do mercado até que a fábrica já estivesse funcionando. Vieram 360 toneladas, correspondentes a quase três anos de consumo! Finalmente, em 1955, inaugurou-se a linha de produção.

Desde o início, a principal preocupação da ESAB-Brasil foi manter o elevado padrão de qualidade dos produtos. No começo, os clientes estranharam a embalagem, mas, em pouco tempo, perceberam que a única diferença entre a mercadoria importada e a produzida aqui era a caixa. Os eletrodos nacionais ofereciam resultados tão bons quanto os que vinham da Suécia. E isso fez a Empresa crescer. Tanto que, já no seu primeiro ano, vendeu 250 toneladas, superando a média dos anos anteriores, que era de 150 toneladas. E,antes mesmo de entrar na década de 60, estava comprando novas prensas para dar conta da produção.

Mas evolução ainda maior aconteceu nos anos 70. O Brasil vivia o “milagre econômico”, um período de intensa industrialização. Foi a época de expansão da indústria naval e ainda de grandes obras e construções. A ESAB era a única empresa do ramo de soldagem equipada e preparada para acompanhar o ritmo do país. A Empresa também firmou uma parceria com a White Martins, que na época tinha mais de 700 pontos de venda, e, com isso, ampliou sua área de atuação. Diante de todo esse cenário, sua participação no mercado só poderia aumentar. E aumentou. Passou de 30%para 65%.


Para cada obstáculo, o Desenvolvimento
Apesar da excelente aceitação que os produtos da ESAB tiveram no mercado, a Empresa também enfrentou dificuldades ao longo de sua trajetória. Porém, ao se deparar com os problemas, a Companhia sempre teve agilidade para encontrar soluções. Foi graças a essa postura da ESAB, de procurar superar os obstáculos rapidamente, que surgiu a Fábrica de Máquinas.

Em 1974, a produção de eletrodos estava em expansão no Brasil, mas os equipamentos ainda eram importados da Suécia. Mais uma vez, o governo brasileiro, com o intuito de desenvolver a indústria nacional de máquinas, decide dificultar as importações. E mais uma vez, a ESAB resolve que, se não pode trazer de fora, iria continuar atendendo ao mercado, produzindo internamente, e funda, então, em 1975, na planta de Contagem, a Fábrica de Máquinas.

No início da década de 80, a ESAB comprou uma empresa paulista, a Armco, que também fabricava equipamentos,e transferiu a Fábrica de Máquinas para São Paulo. Tempos depois, fez uma nova parceria com a White Martins, e a linha de produção de equipamentos foi para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por três anos. Até que, no início dos anos 90, retornou a Contagem. Nessa época, a Fábrica já estava consolidada, desenvolvendo e produzindo, aqui no Brasil, vários produtos. Em 1975, tinha uma máquina em linha; hoje, já são mais de 50.

Líder de mercado em relação a eletrodos e equipamentos, a ESAB-Brasil não se acomodou. Em 1991, antecipando-se às tendências, partiu para mais um desafio: iniciou a fabricação de arames tubulares, pois via que esse produto poderia reduzir os custos do cliente. A princípio, teve que vencer a resistência do seu consumidor, habituado a usar o eletrodo revestido. Mas, contando com uma equipe altamente qualificada, a Empresa conseguiu mostrar que, para determinados processos, o arame seria muito mais eficiente. Aos poucos, disseminou essa nova tecnologia no país, sem, contudo, deixar de oferecer o eletrodo que, em muitos casos, continua sendo o produto mais indicado. Atualmente, a ESAB tem uma segunda unidade em Contagem, produzindo arames tubulares em larga escala, com as mais avançadas técnicas.

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